Logística reversa: do conceito à prática

A preocupação com a questão ambiental é crescente nas empresas desde a década de 1990.

Antes, era comum que o governo e a sociedade fizessem vista grossa para algumas práticas que resultavam em degradação do ambiente natural e urbano.

Porém, o cenário mudou completamente.

Além da introdução de leis ambientais mais rigorosas, a população brasileira passou a se preocupar mais com a conservação do meio ambiente.

Agora, o manejo correto dos insumos dos meios de produção antes, durante e após o processo produtivo passa por escrutínio público.

As práticas empresariais passaram, inclusive, a serem contabilizadas pelos consumidores na hora de escolher comprar desta ou daquela marca.

Toda empresa que deseja ter sucesso no atual cenário competitivo de mercado deve comprovar boas práticas relativas ao ciclo de vida dos produtos.

Neste sentido, visando diminuir o impacto ambiental e até mesmo aumentar as margens de lucro, as empresas estão cada vez mais investindo na chamada logística reversa.

Você sabe o que é logística reversa e como ela pode ajudar no seu negócio?

Confira tudo sobre o assunto!

Logística Reversa: conceito

O conceito de logística reversa ou inversa embarca o conjunto de boas práticas voltadas ao recolhimento e reprocessamento de resíduos pelo setor empresarial, após a venda e o consumo do produto.

Pode parecer um pouco complicado, mas não é.

Geralmente, o produto faz o caminho da indústria e comércio para o consumidor. Em outras palavras, do local de origem ao ponto de consumo.

A logística reversa faz o caminho contrário: planeja o fluxo do ponto de consumo para o local de origem do produto.

A logística inversa aborda todo o processo de planejamento, gestão e organização do fluxo de retorno dos resíduos ao produtor, com o objetivo principal de lhes dar uma destinação sustentável.

Qual a importância da logística reversa?

Você provavelmente já viu pontos de recolhimento de pilhas e baterias usadas na sua cidade, correto?

Este é um dos casos de visualização mais fácil para entender o que a logística reversa faz: ao recolher e dar a destinação adequada às pilhas e baterias, se evita que esses materiais acabem por contaminar o ambiente natural.

A preocupação com o meio ambiente é importante, mas existem outros fatores que motivam a prática da logística reversa pelas empresas:

  • Obrigação legal, através da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS);
  • Melhoria do processo produtivo, evitando desperdícios e reduzindo o consumo de insumos (água, energia e matéria-prima);
  • Potencial redução de custos da produção para empresas que fazem o planejamento minucioso da logística reversa;
  • Aperfeiçoamento da relação entre a empresa e os consumidores conscientes através de boas práticas ambientais;
  • Geração de valor ambiental e melhoria das condições humanas.

Vale destacar que a prática ganhou muita força com a introdução da legislação concernente ao gerenciamento dos resíduos sólidos pelas empresas.

A Política Nacional de Resíduos Sólidos

A Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) foi instituída através da Lei 12.305/2010.

A lei brasileira entende que há responsabilidade compartilhada no ciclo de vida dos produtos entre:

  • Fabricantes;
  • Importadores;
  • Distribuidores e comerciantes;
  • Consumidores;
  • Serviços públicos de limpeza urbana;
  • Serviços de manejo dos resíduos sólidos.

Nesta lógica, o Ministério do Meio Ambiente defende que todos devem fazer a sua parte para contribuir com os problemas de destinação adequada de resíduos, incluindo os fabricantes, distribuidores e comerciantes.

Que negócios devem implementar a logística reversa?

Segundo a PNRS, é obrigatória a estruturação e implementação de sistemas de logística reversa aos fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes de:

  • Agrotóxicos, seus resíduos e embalagens;
  • Pilhas e baterias;
  • Pneus;
  • Óleos lubrificantes, seus resíduos e embalagens;
  • Lâmpadas fluorescentes, de vapor de sódio e mercúrio e de luz mista;
  • Produtos eletroeletrônicos e seus componentes.

Mas tome cuidado!

Todos os fabricantes e comerciantes possuem a obrigação de dar a destinação adequada aos resíduos sólidos originados do seu modelo de negócio, mesmo que não produzam os materiais listados acima.

A sua empresa comercializa produtos acomodados em embalagens plásticas? Se sim, é responsável pela logística de destinação dessas embalagens!

Como realizar a logística reversa

Para que uma empresa se adeque à legislação, é importante implementar um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos.

O documento é, inclusive, exigido em processos de licenciamento ambiental.

No plano, a empresa – seja ela uma importadora, fabricante ou comerciante – irá detalhar o funcionamento do próprio negócio através de um fluxograma dos processos internos, além de um plano de logística reversa e gerenciamento dos resíduos sólidos.

Tudo bem, deu para entender como funciona no papel. Mas na prática, qual o procedimento?

Existem algumas possibilidades diferentes para as empresas que estão buscando fazer o procedimento da logística inversa:

Reaproveitamento dos materiais

O reaproveitamento ocorre na própria cadeia produtiva de uma empresa.

Isso é muito comum no setor dos plásticos, onde as empresas fabricantes conseguem reutilizar os materiais oriundos do lixo reciclável para fazer novas embalagens, por exemplo.

O reaproveitamento pode gerar diminuição nos custos de produção, pois evita que novos insumos sejam utilizados na fabricação do material.

Coleta e reciclagem dos resíduos

A coleta e reciclagem dos resíduos é a maneira mais comum de as empresas implementarem procedimentos de logística reversa.

Através deste procedimento, a empresa deve dar a destinação correta aos seus resíduos, coletando e separando os materiais para a reciclagem.

Dependendo do ramo da empresa, é necessário fechar acordos com cooperativas de reciclagem para dar o destino adequado aos resíduos.

Reuso

O reuso é, basicamente, a reutilização de produtos usados sem a sua descaracterização.

Em alguns setores, como o dos livros, carros e de alguns equipamentos eletrônicos, é possível utilizar os produtos novamente, sem prejuízos.

Produtos inservíveis

Devido ao processo produtivo, alguns produtos não podem ser reutilizados.

Neste caso, a engenharia reversa de produtos inservíveis pode realizar ações para que eles sejam desmontados e o que for possível seja aproveitado novamente.

Conte com a ajuda de especialistas

Para elaborar um processo de gestão adequada de logística reversa, é importante contar com uma empresa especializada em serviços de logística.

A plataforma Stokki oferece soluções de gestão de logística reversa através da sua rede de operadores logísticos.

Se você gostou do texto, o blog da Stokki possui diversos artigos relacionados ao universo da logística, armazenagem, estoque, lojas virtuais e e-commerce fulfillment.

Para ter acesso a mais informações sobre a plataforma digital de soluções de armazenagem e logística para a sua empresa, confira o site da Stokki!

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